Governo do Estado do Rio Grande do Sul
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INDICAÇÃO GEOGRÁFICA DO QUEIJO COLONIAL DA SERRA GAÚCHA

Área Temática: Desenvolvimento Rural

Município: Caxias do Sul

Região: Serra

Justificativa: A Indicação Geográfica (IG) é um instrumento de proteção e valorização de produtos e serviços que possuem uma ligação intrínseca com o seu território de origem. Essa ligação pode ser decorrente de fatores naturais (como clima, solo, vegetação) ou humanos (saber-fazer, tradição, cultura). A IG é reconhecida internacionalmente e desempenha um papel importante no desenvolvimento econômico, social e cultural de uma região. Nesse sentido, as Indicações Geográficas são dispositivos de reconhecimento que destacam o vínculo específico entre um bem (produto ou serviço) e o seu território, compreendidos aí os fatores ecológicos (clima, solo, relevo, vegetação, variedades, raças etc.) e culturais (saber-fazer, tradição, costumes, práticas de produção etc.). As duas modalidades possíveis da IG no Brasil são a Indicação de Procedência (IP) e a Denominação de Origem (DO). A diferenciação de produtos a partir da sua origem e qualidade como estratégia para conquistar mercados é uma tendência que vem ganhando força no Brasil e no mundo. A origem do produto passa a ser um requisito de compra para um número crescente de pessoas. Nesse sentido, as IGs têm potencial para responder a essas demandas, uma vez que podem garantir a procedência do produto, suas características e também o seu processo de produção, de forma padronizada e constante. No Rio Grande do Sul, há dois queijos tidos como tradicionais: o Queijo Serrano, já com Denominação de Origem concedida pelo INPI, e o Queijo Colonial, que é produzido em todo o estado e teve sua origem de produção na Serra Gaúcha, especialmente a partir da imigração europeia a partir do século XIX. A história do Queijo Colonial inicia quando os colonos italianos e alemães conseguem adquirir bovinos depois de estabelecerem as primeiras plantações e construírem casas para as famílias. O leite era utilizado para assegurar as necessidades alimentares, e o que sobrava ia para produção de queijo. As mulheres eram as responsáveis pela produção do queijo, feito nas cozinhas, com leite não pasteurizado, coalho e sal. Desta forma, muitos produtores e laticínios desejam criar mecanismos de resgatar as origens do Queijo Colonial da Serra Gaúcha, sua territorialização e preservação histórica e cultural. Nesse sentido a Indicação Geográfica do Queijo Colonial da Serra Gaúcha se apresenta como caminho para valorizar e proteger este patrimônio agroalimentar da região. Nesse sentido, a presente proposta tem por objeto aprofundar o contexto histórico e cultural do Queijo Colonial da Serra Gaúcha, estabelecendo os critérios que possibilitem caracterizar os aspectos sensoriais, tecnológicos e territoriais deste Queijo, justificando, portanto, a existência de uma IG específica para este produto. Por fim, destacamos que a aprovação da presente proposta permitirá a construção do processo técnico, legal e organizacional, de modo a possibilitar o depósito da documentação necessária junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável por este procedimento no Brasil. Assim, a semelhança de outros processos de IGs já consolidados no RS, a presente proposta de Indicação Geográfica do Queijo Colonial da Serra Gaúcha visa consolidar a referida IG de modo a contribuir com o desenvolvimento da região.

Estimativa de custo: R$ 400.000,00

Proponente: ALEXANDER CENCI

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