Governo do Estado do Rio Grande do Sul
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Recomeçar: Oficinas de geração de renda para mulheres vitimas de violência.

Área Temática: Desenvolvimento Social

Município: Canguçu

Região: Sul

Justificativa: A violência contra a mulher é um grave problema social que afeta não apenas a integridade física e emocional das vítimas, mas também sua autonomia e condições de vida. Muitas mulheres, ao buscarem romper ciclos de violência, encontram-se em situação de vulnerabilidade econômica, dependentes financeiramente do agressor, o que dificulta ou até inviabiliza a ruptura definitiva dessa relação. A autonomia financeira é um dos pilares para a emancipação e reconstrução da vida dessas mulheres. Iniciativas que oferecem **capacitação profissional e oportunidades de geração de renda** contribuem diretamente para a superação da dependência econômica, fortalecendo a autoestima, a autoconfiança e a inserção produtiva. As **oficinas de geração de renda** propostas têm como objetivo criar um espaço seguro e acolhedor, onde mulheres vítimas de violência possam aprender novas habilidades, desenvolver competências empreendedoras e construir redes de apoio mútuo. Ao proporcionar meios concretos para o sustento próprio e de seus filhos, o projeto atua de forma preventiva contra a reincidência da violência, favorece a reintegração social e estimula o protagonismo feminino. Essa ação se alinha a políticas públicas e diretrizes nacionais de enfrentamento à violência contra a mulher, fortalecendo a articulação entre **proteção, empoderamento e independência econômica** como estratégias integradas para garantir direitos e promover justiça social. Diversas experiências no Brasil e no mundo têm mostrado que oficinas de geração de renda voltadas para mulheres, especialmente em situação de vulnerabilidade social ou vítimas de violência, são estratégias eficazes para promover **autonomia econômica**, **empoderamento social** e **rompimento de ciclos de violência**. No Brasil, políticas públicas como o **Programa de Promoção da Autonomia Econômica das Mulheres** (vinculado à Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres) têm apoiado ações de capacitação profissional em áreas como artesanato, costura, gastronomia, agricultura urbana e economia solidária. Organizações da sociedade civil, como o **Instituto Maria da Penha** e a **Rede Mulher Empreendedora**, também desenvolvem cursos e oficinas presenciais e online, oferecendo desde habilidades técnicas até capacitação em gestão financeira e empreendedorismo. Algumas prefeituras implementaram projetos municipais bem-sucedidos. Por exemplo, o **Projeto Costurando o Futuro** (MG) capacita mulheres em corte e costura, fornecendo também maquinário básico para produção própria. Em Recife, o programa **Mãos que Criam** oferece formação em artesanato e design sustentável, com foco em reaproveitamento de materiais e inserção das peças em feiras e plataformas de venda. No cenário internacional, iniciativas como o **Self-Employed Women’s Association (SEWA)**, na Índia, combinam treinamento técnico, apoio para acesso a microcrédito e fortalecimento de redes comunitárias, permitindo que mulheres se organizem em cooperativas e aumentem sua renda. Já em países da América Latina, programas como o **Mujeres Emprendedoras** (Chile) têm unido capacitação prática com mentoria de negócios e apoio psicológico. Essas experiências demonstram que **a geração de renda não é apenas uma questão econômica**, mas também um instrumento de fortalecimento emocional, reconstrução de vínculos sociais e combate à dependência de agressores. Nos municipios, as ações voltadas para as mulheres em situação ou vitimas de violência, encontram-se nos serviços de assistência social, como CREAS e CRAS, mas é bastante comum que não se encontrem recursos para ações voltadas ao trabalho e geração de renda, o que torna limitado o suporte oferecido. O recurso pode complementar o trabalho já realizado pelos serviços.

Proponente: ROSEMERI VOLZ WILLE

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